Tempos Modernos
sábado, 14 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
ALCA - Área de Livre Comércio das Américas
ALCA - Área de Livre Comércio das Américas
Em 1994, os Estados Unidos propuseram a formação de uma área de livre-comércio entre todos os países americanos, com exceção de Cuba. A ALCA tinha como objetivo possibilitar o comércio em toda a América, sem a existência de barreiras alfandegárias.
Em 1994, os Estados Unidos propuseram a formação de uma área de livre-comércio entre todos os países americanos, com exceção de Cuba. A ALCA tinha como objetivo possibilitar o comércio em toda a América, sem a existência de barreiras alfandegárias.
Na verdade, a intenção do governo dos EUA é liberar o mercado do continente para seus produtos e servições, a fim de reduzir o déficit comercial anual que assola sua economia.
A proposta da Alca encontra resistência entre os sindicalistas e movimentos sociais de toda a América Latina. Eles temem o desemprego e o aumento da pobreza em vista da perda da competitividade dos produtos nacionais em relação aos importados.
Os governos dos diversos países também divergem em vários pontos, principalmente aos propostos pelos Estados Unidos. O governo norte-americano quer que as nações do continente abram seus mercados aos seus produtos industrializados, mas se recusa a diminuir os subsídios para seus agricultores, dificultando a entrada nos EUA de produtos agrícolas de outros países.
Assim, a criação da Alca segue estagnada. E enquanto não vê sua proposta implantada, os Estados Unidos seguem firmando acordos bilaterais com as nações americanas. Em 2006, propôs acordos de livre-comércio com o Uruguai e o Paraguai, o que desestabilizaria o Mercosul. Mas a iniciativa não chegou a ser realizada.
- POLÍTICA NACIONAL -
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POLÍTICA NACIONAL -
Luiz Inácio "Lula" da SilvaPresidente do Brasil
Lula ainda era bebê quando o pai, Aristides, migra para trabalhar em
São Paulo, na estiva do porto de Santos. No sertão de Pernambuco ficam a mulher,
Dona Eurídice, e os oito filhos. Em 1952 é a vez da mãe, Lula e seus sete irmãos
cumprirem o ritual de milhões de nordestinos. Numa viagem de 13 dias num
pau-de-arara, migram para o Guarujá, no litoral paulista.
Em 1956, Lula, a mãe e os irmãos se mudam para a capital paulista, mas
as condições de vida não melhoraram muito. Moram num quarto minúsculo nos fundos
de um bar, na Vila Carioca. São anos de pobreza, mas felizes. Todos trabalham.
Nas horas livres o menino Lula se diverte com brincadeiras de moleque: bolinha
de gude, peão, pipa, guerra de mamona e muito futebol.
Lula começa como engraxate e, aos 12 anos, faz
entregas para uma tinturaria. Aos 14 consegue seu primeiro emprego com carteira
assinada, numa metalúrgica. Mesmo trabalhando 12 horas por dia, Lula ainda
arranja tempo para seguir um curso de torneiro mecânico no Senai, concluído em
1963. No ano seguinte, começa a trabalhar na metalúrgica Aliança. Trabalho
pesado, no turno da noite. É nessa ocasião que um colega cochila e fecha a
prensa transversal sobre a mão esquerda de Lula, que perde o dedo
mínimo.
Em 1966 Lula ingressa nas Indústrias Villares. Nessa
mesma ocasião, entra no sindicalismo pela mão do irmão mais velho, Frei Chico. É
o início de sua paixão pela política. No mesmo ano, a paixão e o casamento com
Maria de Lourdes, também operária. Lula espera ser pai, mas Maria e o filho
morrem durante o parto. Nos anos seguintes Lula participa intensamente da vida
sindical. Em 1972, é eleito primeiro-secretário do Sindicato dos Metalúrgicos de
São Bernardo do Campo e Diadema. Em 1974 reencontra o amor com Marisa, também
viúva e mãe do pequeno Marcos Cláudio. A essa altura Lula já é pai de Lurian,
que lhe dará seu primeiro neto. Lula e Marisa estão casados até hoje e têm três
filhos, Fábio, Sandro e Luiz Cláudio.
Entre 1975 e 1978, Lula é duas vezes eleito presidente do sindicato e lidera as
greves do ABC. A mobilização dos metalúrgicos é extremamente importante no
contexto da época, em pleno regime militar. Conscientiza os trabalhadores da sua
força política e, também, deixa claro o anseio de liberdade e justiça,
compartilhado por toda a sociedade brasileira. As greves aceleram o final da
ditadura. Em 10 de fevereiro de 1980, no tradicional colégio Sion, em São Paulo,
é lançado o manifesto que dá origem ao Partido dos Trabalhadores. Lula funda o
PT juntamente com outros sindicalistas, intelectuais e acadêmicos.
Em 1989 os brasileiros, depois de
quase trinta anos de regime militar, finalmente vão às urnas escolher o
presidente da República. A campanha de Lula é feita por centenas de comitês
populares, que mesmo sem recursos conquistam 31 milhões de votos. Lula chega em
segundo lugar e, nos anos seguintes, prefere não se candidatar a outros cargos:
dedica-se ao “governo paralelo”, amplia contatos e se aprofunda nas questões
administrativas do país.
Enquanto isso, o PT elege seu primeiro senador, Eduardo
Suplicy, 35 deputados federais e 81 estaduais. Começa a enquadrar seus
extremistas e dá um passo decisivo em seu processo de amadurecimento: define-se
pelo “socialismo democrático”. Chega 1992 e Lula comanda o PT na campanha pelo
“impeachment” do então presidente Fernando Collor.
Em
1993 Lula dá início a uma série de viagens pelo Brasil. Percorre mais de 40 mil
quilômetros, cobrindo o país de ponta a ponta, com um só objetivo: conhecer de
perto as pessoas, os problemas e os desejos do Brasil real. Nas novas eleições
para a Presidência, Lula tem como vice o hoje deputado federal Aloizio
Mercadante. As forças governistas lançam o Plano Real, atraindo as atenções e as
esperanças do eleitorado. O PT perde a disputa para a Presidência, mas elege os
governadores do Distrito Federal e do Espírito Santo, quatro senadores, 50
deputados federais e 92 estaduais.
Nas
eleições seguintes, em 2000, o PT ganha as prefeituras de São Paulo, Goiânia,
Aracaju, Recife, Belém, Porto Alegre e de mais 181 cidades, recebendo, em todo o
Brasil, cerca de 12 milhões de votos. Consolida, assim, sua trajetória como o
partido que mais cresce no país.
Em janeiro de 2001 Lula participa em Porto Alegre do Fórum Social
Mundial, contraponto crítico à miséria social provocada pela “globalização”.
Começa, também, a divulgar projetos para áreas específicas da vida nacional:
economia, política habitacional, combate à fome, entre outras
prioridades.
Em 06.10.2002, no 1° turno das eleições 2002, Lula é
o mais votado e disputa o 2° turno com o "tucano" José Serra. No 2° turno, em
27.10.2002, "Lula" finalmente é consagrado vencedor e é eleito o novo presidente
do Brasil, com mandato iniciando em 01.01.2003 e até 31.12.2006. O "governo de
transição" é criado no dia seguinte - 28.10.2002 - pelo então presidente
Fernando Henrique Cardoso e, assim, democraticamente, o Brasil inicia uma fase
diferente de sua história: um representante do partido de oposição,
representante dos trabalhadores - partido de esquerda -, assume o poder no
Brasil.
MUMIFICAÇÂO
OS EGÍPCIOS NÃO VIAM A MORTE COMO UM FIM, MAS COMO UM INÍCIO DE UMA NOVA EXISTÊNCIA. PARA A VIAGEM AO ALÉM, CERCAVAM-SE DE TUDO O QUE TINHAM USADO EM VIDA. MÓVEIS, ALIMENTOS E JÓIAS ERAM COLOCADOS NOS TÚMULOS JUNTO AO CORPO MUMIFICADO.
Os egípcios acreditavam que o corpo era constituído de diversas partes: O bá, ou alma, o ka, ou a força vital, o akh, ou força divina inspiradora de vida.Para alcançar a vida depois da morte, o ka necessitava de um suporte material, que habitualmente era o corpo (khet) do morto.Este deveria manter-se incorrupto, o que se conseguia com a técnica da mumificação.Os sacerdotes funerários encarregavam-se de extrair e embalsamar as vísceras do corpo.O tipo de mumificação variava conforme a classe social a que o defunto pertencia.A técnica de embalsamar era muito complicada, e os sacerdotes deviam ter conhecimentos de anatomia para extrair os órgãos sem danifica-los.Durante o processo de mumificação, os sacerdotes colocavam uma série de amuletos entre as ataduras com que envolviam o cadáver, nas quais estavam escritas fórmulas destinadas sobrevivência dos mortos.Uma vez preparado o cadáver e depositado no sarcófago, fazia-se uma procissão que o conduzia ao tumulo. Abrindo o cortejo ia o sacerdote funerário, a qual se seguiam vários pertences ao morto.Esses objetos tinham a missão de lhe proporcionar comodidade no além.O sarcófago era conduzido por um trenó , em quanto outro levava os vasos canopos (explicados mais a frente).Quando a procissão chegava ao túmulo, o sacerdote realizava o ritual de abrir a boca da múmia, com qual se acreditava que ela voltava a vida.Todo o material funerário, juntamente com o sarcófago e as oferendas, era depositado no túmulo,que a seguir, era selado para que nada perturbasse o repouso do defunto.Assim o morto iniciava um novo percurso pelo mundo além do túmulo. Anupu, guardião das necrópoles e Deus da mumificação, levava-o perante OSÍRIS, soberano do reino dos mortos, o qual, juntamente com outros Deuses, realizava o chamado piscicostasia, em que o coração do defunto era pesado.Se as más ações fossem mais pesadas que uma determinada pena, o morto era devorado por um monstro.Se passasse satisfatoriamente por essa prova, podia percorrer o mundo subterrâneo, cheio de perigos, até o paraíso.
VASOS CANOPOS
MÁSCARAS FUNERÁRIAS
MÁSCARA DE UMA PRINCESA DO MÉDIO IMPÉRIO
Os faraós eram representados como o deus Osíris, soberano dos mortos.Na cabeça, levavam o nemes , adorno listrado enfeitado na parte da frente, com a serpente protetora dos faraós.Os braços ficavam cruzados sobre o peito.Numa das mãos seguravam o centro real e na outra um chicote.(veja em sarcófagos).
ANUPU, DEUS DA MUMIFICAÇÃO
Os sacerdotes embalsamadores tinham-no como patrono e, quando organizavam o ritual da mumificação, colocavam uma máscara de chacal, adotando o papel de Anupu.
Nesta pintura do túmulo de Sennedjen, em Tebas,vê-se o deus Anupu, com corpo de homem e cabeça de chacal , junto do defunto já mumificado.
Para cobrir a cabeça e os ombros da múmia,colocava-se uma máscara funerária, que representava o retrato do morto.Habitualmente , ultilizavam materiais preciosos.
O leito sobre qual a múmia repousa têm forma de um leão.Esse animal é um motivo muito comum na decoração de mobiliário funerário.
Anupu coloca as mãos sobre o defunto ara tirar o seu coração e leva-lo para o tribunal, onde será pesado.no seu lugar, põe um amuleto em forma de escaravelho.
Depois de mumificado, o corpo era envolvido com ataduras espargidas com resinas e óleos.Foram encontradas múmias com até 20 camadas de ataduras.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Complemento da América Anglo Saxônica(Professora: Dirliene-Geo-Matutino)
América Anglo Saxônica
*Hemisferio Norte( EUA e Canadá)
*Àreas Climaticas(Polos e temperados)
*Inglês-Lingua de origem Anglo-Saxônica
*Colonias de povoamento
*Áreas de climas frios menos povoadas
-> Formação territorial (Ocupação pelo Leste)
->Formação territorial dos Eua:
.Treze (13) Colonias
.Disputa política e religiosa na Euparo
->Formação internacional do Canadá:
. Inicio com os Franceses
.Alto Canadá:
Colonos protestantes de origem inglesa
.Baixo Canadá:
Católicos Franceses
*Hemisferio Norte( EUA e Canadá)
*Àreas Climaticas(Polos e temperados)
*Inglês-Lingua de origem Anglo-Saxônica
*Colonias de povoamento
*Áreas de climas frios menos povoadas
-> Formação territorial (Ocupação pelo Leste)
->Formação territorial dos Eua:
.Treze (13) Colonias
.Disputa política e religiosa na Euparo
->Formação internacional do Canadá:
. Inicio com os Franceses
.Alto Canadá:
Colonos protestantes de origem inglesa
.Baixo Canadá:
Católicos Franceses
Prof: Claudio Fernandes ''Cacau''
Manifestos contras o Racismo
Por: Claudio Fernando Ramos 26/03/2012
Os últimos acontecimentos ocorridos, tanto dentro como fora de nosso país, levou-me mais uma vez a debruçar-me sobre esse secular e empedernido tema: o racismo. Ao fim de algumas reflexões, cheguei a seguinte conclusão: o fim de toda e qualquer forma de preconceito, quer pessoais, quer institucionais, tornou-se a maior de todas as utopias, um verdadeiro show protagonizado pelos mais notáveis e habilidosos mestres da retórica, mero exercício para os dialéticos. Entretanto, ir para muito além desses parcos e miseráveis limites, impostos pela ignorância, que sem detença, graça nos corações; vem, de forma crescente, constituindo-se na mais pura de todas as obrigações humana. Para o pastor, advogado e líder negro norte americano, Martin Luther King jr. 1929-1968 (prêmio Nobel da paz 1964), as leis não têm o poder de promover o amor entre as pessoas, mas podem impedi-las de lincharem umas as outras; e que, mesmo não sendo possível legislar sobre o moral, o comportamento pode e deve ser regulamentado. De forma análoga, um famoso cantor e compositor de reggae, descobriu que nem sempre é possível caminhar lado a lado com o preconceituoso, independentemente de esse ser o desejo da maioria das vítimas. Todavia, esse significativo transtorno, o famigerado preconceito, não deve servir de desculpas para que a caminhada seja interrompida. “Tire o seu racismo do caminho que eu quero passar com a minha cor.” (Bob Marley) Cacau :-)
Globalização
A globalização é um fenômeno social que ocorre em escala global. Esse processo consiste em uma integração em caráter econômico, social, cultural e político entre diferentes países.
A globalização é oriunda de evoluções ocorridas, principalmente, nos meios de transportes e nas telecomunicações, fazendo com que o mundo “encurtasse” as distâncias. No passado, para a realização de uma viagem entre dois continentes eram necessárias cerca de quatro semanas, hoje esse tempo diminuiu drasticamente. Um fato ocorrido na Europa chegava ao conhecimento dos brasileiros 60 dias depois, hoje a notícia é divulgada em tempo real.
O processo de globalização surgiu para atender ao capitalismo e, principalmente, os países desenvolvidos; de modo que pudessem buscar novos mercados, tendo em vista que o consumo interno encontrava-se saturado.
A globalização é a fase mais avançada do capitalismo. Com o declínio do socialismo, o sistema capitalista tornou-se predominante no mundo. A consolidação do capitalismo iniciou a era da globalização, principalmente, econômica e comercial.
A globalização é a fase mais avançada do capitalismo. Com o declínio do socialismo, o sistema capitalista tornou-se predominante no mundo. A consolidação do capitalismo iniciou a era da globalização, principalmente, econômica e comercial.
A integração mundial decorrente do processo de globalização ocorreu em razão de dois fatores: as inovações tecnológicas e o incremento no fluxo comercial mundial.
As inovações tecnológicas, principalmente nas telecomunicações e na informática, promoveram o processo de globalização. A partir da rede de telecomunicação (telefonia fixa e móvel, internet, televisão, aparelho de fax, entre outros) foi possível a difusão de informações entre as empresas e instituições financeiras, ligando os mercados do mundo.
O incremento no fluxo comercial mundial tem como principal fator a modernização dos transportes, especialmente o marítimo, pelo qual ocorre grande parte das transações comerciais (importação e exportação). O transporte marítimo possui uma elevada capacidade de carga, que permite também a mundialização das mercadorias, ou seja, um mesmo produto é encontrado em diferentes pontos do planeta.
O processo de globalização estreitou as relações comerciais entre os países e as empresas. As multinacionais ou transnacionais contribuíram para a efetivação do processo de globalização, tendo em vista que essas empresas desenvolvem atividades em diferentes territórios.
Outra faceta da globalização é a formação de blocos econômicos, que buscam se fortalecer no mercado que está cada vez mais competitivo.
Por Eduardo de Freitas
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
América Anglo-saxônica
Por Caroline Faria
Convencionou-se chamar de “América Anglo-saxônica” ao conjunto dos países: Canadá e EUA, em oposição ao termo “América Latina” que denomina os países da América do Sul e Central, e em algumas definições, também o México e o Caribe.
Outro ponto de controvérsia está no fato de que o Canadá durante o período de sua colonização esteve ora sob domínio francês, um povo latino, ora sob domínio inglês, povo germânico, e tem como línguas oficiais o francês e o inglês. E na região de Quebéc (antiga Província do Canadá, junto com Ontário) o francês é a língua oficial, visto que as leis canadenses permitem que cada província eleja seu idioma oficial.
União Européia
A UE (União Européia) é um bloco econômico, político e social de 27 países europeus que participam de um projeto de integração política e econômica..Os países integrantes são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária. Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos (Holanda), Polônia, Portugal, Reino Unido, República, Romênia e Suécia. Macedônia, Cróacia e Turquia encontram-se em fase de negociação. Estes países são politicamente democráticos, com um Estado de direito em vigor.
Com o propósito de unificação monetária e facilitação do comércio entre os países membros, a União Europeia adotou uma única moeda. A partir de janeiro de 2002, os países membros (exceção da Grã-Bretanha) adotaram o euro para livre circulação na chamada Zona do Euro, que envolve 17 países.

O Nafta é composto por apenas três países, e há um grande desnível entre as economias de seus membros, tendo em vista que os Estados Unidos é a maior economia mundial. O Canadá, mesmo aparecendo como um dos principais países do mundo em economia, qualidade de vida, entre outros quesitos, é uma nação que depende muito dos recursos financeiros oriundos dos Estados Unidos. Já o México, considerado uma economia emergente, foi convidado para fazer parte desse bloco econômico pelo fato de seus habitantes serem consumidores assíduos dos produtos canadenses e norte-americanos. Desse modo, o México foi inserido nesse bloco simplesmente porque possui um enorme mercado consumidor, é detentor de uma grande jazida de petróleo, recurso indispensável para Estados Unidos e Canadá, além de ser fornecedor de mão de obra barata.
Estados Unidos e México estabeleceram uma parceria, e os norte-americanos realizaram investimentos em território mexicano almejando aumento de postos de trabalho no país. A partir disso, pretende-se que a incidência de entrada de mexicanos nos Estados Unidos de maneira ilegal diminua. Embora pareça ser uma preocupação unicamente social, essa iniciativa visa também produzir mercadorias em território mexicano com baixos custos, com o objetivo de abastecer o mercado norte-americano, especialmente no setor têxtil.
Os Estados Unidos têm um grande desejo de expandir a atuação desse bloco econômico e superar a União Europeia, diante disso, o Chile foi convidado a fazer parte do Nafta em 1994. Apesar da vontade de expandir o bloco, existem barreiras dentro do governo norte-americano e fora dele também. O Congresso norte-americano teme que com a entrada de outros países, os Estados Unidos se tornem “responsáveis” por eles em caso de uma crise, por exemplo.
O fluxo de mercadorias dentro do Nafta teve um aumento superior a 150% na última década, fazendo com que o México elevasse o seu crescimento econômico. Atualmente o país se encontra entre as quinze maiores economias do planeta.
As pretensões dos Estados Unidos são ainda maiores. Na verdade, o que essa potência mundial quer é a implantação de um megabloco, estabelecendo o livre comércio entre os países da América do Norte, América Central e do Sul (exceto Cuba), intitulado de ALCA – Área de Livre Comércio das Américas. Porém, a criação desse bloco serviria preferencialmente os interesses norte-americanos, que possuem uma economia forte, principalmente em relação aos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento das outras Américas.
O que é a União Européia?
O tratados que definem a União Europeia são: o Tratado da Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA), o Tratado da Comunidade Econômica Européia (CEE), o Tratado da Comunidade Européia da Energia Atômica (EURATOM) e o Tratado da União Europeia (UE), o Tratado de Maastricht, que estabelece fundamentos da futura integração política. Neste último tratado, se destaca acordos de segurança e política exterior, assim como a confirmação de um Constituição Política para a União Europeia e a integração monetária, através do euro.
Para o funcionamento de suas funções, a União Europeia conta com instituições básicas como o Parlamento, a Comissão, o Conselho e o Tribunal de Justiça. Todos estes órgãos possuem representantes de todos os países membros.
Os países membros da União Europeia e os 19 países de maiores economias do mundo fazem parte do G20. Os países da União Europeia também são representados nas reuniões anuais do G-8 (Grupo dos Oito).
A Moeda Única: o euro
Os países que fazem parte da Zona do Euro são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, República da Irlanda, Itália, Luxemburgo. Malta
Países Baixos e Portugal.
Objetivos da União Europeia
- Promover a unidade política e econômica da Europa;
- Melhorar as condições de vida e de trabalho dos cidadãos europeus;
- Melhorar as condições de livre comércio entre os países membros;
- Reduzir as desigualdades sociais e econômicas entre as regiões;
- Fomentar o desenvolvimento econômico dos países em fase de crescimento;
- Proporcionar um ambiente de paz, harmonia e equilíbrio na Europa.
NAFTA
O Nafta (North America Free Trade Agreement), ou Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, foi criado em 1993 e teve início a partir de um acordo estabelecido entre três países da América do Norte: Estados Unidos, México e Canadá. A partir desse acordo foi implantado o livre comércio entre as nações integrantes. Um dos principais motivos da criação desse bloco econômico foi fazer frente à União Europeia, tendo em vista que essa tem alcançado um grande êxito no cenário mundial.
O Nafta é composto por apenas três países, e há um grande desnível entre as economias de seus membros, tendo em vista que os Estados Unidos é a maior economia mundial. O Canadá, mesmo aparecendo como um dos principais países do mundo em economia, qualidade de vida, entre outros quesitos, é uma nação que depende muito dos recursos financeiros oriundos dos Estados Unidos. Já o México, considerado uma economia emergente, foi convidado para fazer parte desse bloco econômico pelo fato de seus habitantes serem consumidores assíduos dos produtos canadenses e norte-americanos. Desse modo, o México foi inserido nesse bloco simplesmente porque possui um enorme mercado consumidor, é detentor de uma grande jazida de petróleo, recurso indispensável para Estados Unidos e Canadá, além de ser fornecedor de mão de obra barata.
Estados Unidos e México estabeleceram uma parceria, e os norte-americanos realizaram investimentos em território mexicano almejando aumento de postos de trabalho no país. A partir disso, pretende-se que a incidência de entrada de mexicanos nos Estados Unidos de maneira ilegal diminua. Embora pareça ser uma preocupação unicamente social, essa iniciativa visa também produzir mercadorias em território mexicano com baixos custos, com o objetivo de abastecer o mercado norte-americano, especialmente no setor têxtil.
Os Estados Unidos têm um grande desejo de expandir a atuação desse bloco econômico e superar a União Europeia, diante disso, o Chile foi convidado a fazer parte do Nafta em 1994. Apesar da vontade de expandir o bloco, existem barreiras dentro do governo norte-americano e fora dele também. O Congresso norte-americano teme que com a entrada de outros países, os Estados Unidos se tornem “responsáveis” por eles em caso de uma crise, por exemplo.
O fluxo de mercadorias dentro do Nafta teve um aumento superior a 150% na última década, fazendo com que o México elevasse o seu crescimento econômico. Atualmente o país se encontra entre as quinze maiores economias do planeta.
As pretensões dos Estados Unidos são ainda maiores. Na verdade, o que essa potência mundial quer é a implantação de um megabloco, estabelecendo o livre comércio entre os países da América do Norte, América Central e do Sul (exceto Cuba), intitulado de ALCA – Área de Livre Comércio das Américas. Porém, a criação desse bloco serviria preferencialmente os interesses norte-americanos, que possuem uma economia forte, principalmente em relação aos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento das outras Américas.
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Graduado em Geografia
Mercosul - Mercado Comum do Sul
Criação
O Mercado Comum do Sul ( Mercosul ) foi criado em 26/03/1991 com a assinatura do Tratado de Assunção no Paraguai. Os membros deste importante bloco econômico do América do Sul são os seguintes países :Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A aprovação da entrada da Venezuela está na dependência de aprovação do Congresso Nacional do Paraguai, pois os congressos nacionais do Brasil, Argentina e Uruguai já aprovaram a entrada da Venezuela no Mercosul.
Embora tenha sido criado apenas em 1991, os esboços deste acordo datam da década de 1980, quando Brasil e Argentina assinaram vários acordos comerciais com o objetivo de integração. Chile, Equador, Colômbia,Peru e Bolívia poderão entrar neste bloco econômico, pois assinaram tratados comerciais e já estão organizando suas economias para tanto. Participam até o momento como países associados ao Mercosul.
Etapas e avanços
No ano de 1995, foi instalada a zona de livre comércio entre os países membros. A partir deste ano, cerca de 90% das mercadorias produzidas nos países membros podem ser comercializadas sem tarifas comerciais. Alguns produtos não entraram neste acordo e possuem tarifação especial por serem considerados estratégicos ou por aguardarem legislação comercial específica.
Em julho de 1999, um importante passo foi dado no sentido de integração econômica entre os países membros. Estabelece-se um plano de uniformização de taxas de juros, índice de déficit e taxas de inflação. Futuramente, há planos para a adoção de uma moeda única, a exemplo do fez o Mercado Comum Europeu.
Atualmente, os países do Mercosul juntos concentram uma população estimada em 311 milhões de habitantes e um PIB (Produto Interno Bruto) de aproximadamente 2 trilhões de dólares.
Textos Auxiliares para a Prova extra de história( Professora : Idinária)
Guerra do Iraque na era Obama
Os Estados Unidos da América, em 11 de setembro de 2001, sofreram o primeiro grande atentado terrorista de sua história. O governo do então presidente George W. Bush entrou em estado de alerta contra uma corrente terrorista inimiga, logo, as forças armadas norte-americanas entraram em guerra contra o governo talebã do Afeganistão e começaram a investigar sobre a existência de armamentos químicos no Iraque, na época governado pelo ditador Sadam Hussein.
Arab Spring (em inglês). Disponível em <http://www.sourcewatch.org/index.php?title=Arab_Spring>.
Em março de 2011, foi iniciada uma coalizão contra o ditador da Líbia, Muammar Khadafi, em meio a um cenário de guerra civil mantida pelos rebeldes locais e intervenção militar da OTAN e um bloco de países liderados pelos EUA.
A presidente Dilma Rousseff desembarcou nesta terça-feira (27) em Nova Délhi para participar da quarta reunião dos Brics, grupo de países emergentes: Brasil, Índia, Rússia, China e África do Sul. Dilma fica no país até sábado. Ao chegar, a presidente recebeu um bindi, um símbolo sagrado usado na testa próximo às sobrancelhas pelas mulheres indianas.
Quase que diariamente os jornais do mundo inteiro noticiam os infindáveis ataques mútuos entre israelenses e palestinos e as diversas iniciativas internacionais de tentar promover, sem sucesso, a paz entre os dois povos. Os conflitos entre árabes e judeus, apesar de atuais, têm origem milenar e carregam uma longa história de desavenças religiosas e de disputa de terras. "Desde os tempos bíblicos, judeus e árabes, que são dois entre vários povos semitas, ocuparam partes do território do Oriente Médio. Como adotavam sistemas religiosos diversos, eram comuns as divergências, que se agravaram ainda mais com a criação do islamismo no século VII", conta Alexandre Hecker, professor de História Contemporânea da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Por Fernando Rebouças
Em 2003, apesar de nenhum atestado real sobre a existência de armamentos químicos de destruição em massa no Iraque e sem a prévia autorização dos delegados da ONU, as forças armadas dos EUA, contando somente com o apoio do exército britânico, formaram uma coalizão contra o Iraque.
A guerra foi iniciada em 20 de março de 2003, e na investida militar, o Iraque rendeu-se depois de sofrer um intenso bombardeio, sem esboçar grandes reações por não possuir um exército bem estruturado. Sadam Hussein foi capturado, julgado e morto por enforcamento e, em dezembro de 2003, o governo de George W. Bush declarou vitória contra as forças iraquianas.
As armas químicas não foram encontradas e, em 2010, depois de sete anos de conflitos regionais ainda existentes, o Iraque ainda apresentava desestruturação política, econômica e social. Eleito em 2008, o sucessor de George W. Bush, Barack Obama, ocupou a presidência dos EUA prometendo retirar as tropas americanas do Iraque e do Afeganistão. Por questões estratégicas de manutenção contra o terrorismo, manteve as tropas nesses dois países
Em outubro de 2009, perante as reações do grupo “talibã” no Afeganistão, Obama anunciou o envio de 13.000 soldados para reforçar o exército americano naquele país. Porém, depois de promessas frustradas, no início de agosto de 2010, confirmou a retirada de 94 mil soldados norte-americanos do Iraque até o fim do ano de 2010.
Os soldados que permanecerão até 2011, ajudarão a treinar as forças iraquianas de segurança, Segundo as palavras de Barack Obama:
“Como candidato a presidente, prometi levar a guerra no Iraque a um fim responsável. Depois de ter tomado posse, anunciei uma nova estratégia para o Iraque, uma transição para uma plena responsabilidade iraquiana, e deixei bem claro que a 31 de Agosto de 2010 acabaria a missão de combate americana no Iraque”
“A dura verdade é que nós não vimos o final do sacrifício norte-americano no Iraque. (…) Não se enganem: nosso comprometimento com o Iraque está mudando, passando de um esforço militar liderado por nossas tropas para um esforço civil conduzido por nossos diplomatas”
Os soldados responsáveis pelo treinamento das forças iraquianas de segurança serão de 50.000 soldados. Em janeiro de 2009, os EUA mantinham cerca de 140.000 soldados no Iraque e, em 2007, no governo de George W. Buss, o número era de 167 mil soldados.
Fontes:
Morte de Bin Laden
Por Fernando Rebouças
Nascido em 10 de março de 1957, em Riade, Osama Bin Laden foi morto pelo exército norte-americano em 2 de maio de 2011, em Abbottabad, no Paquistão, área turística daquele país. Filho de família rica, era membro de uma família saudita e líder fundador do grupo terrorista AL-Qaeda.
Seu pai era o homem mais rico da Arábia Saudita depois do rei daquele país. Bin Laden e o AL-Qaeda foram responsáveis assumidos dos atentados às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001, além de outros atentados a alvos civis.
Apesar das investidas bélicas norte-americanas sobre o Afeganistão, iniciadas logo depois do atentado do 11 de setembro, o então presidente dos EUA, George W. Bush, não conseguiu aprisionar o terrorista, pois Bin Laden sempre foi mestre em desparecer em refúgios inacessíveis.
Apesar de temido, a figura de Bin Laden virou piada em todo mundo, na Internet havia diversos jogos“Encontre Bin Laden”, ironizando a incapacidade do governo Bush de aprisioná-lo. A morte de Bin Laden foi oficializada pelo presidente Barack Obama em discurso transmitido pela TV para todo o mundo, fator que fortaleceu a intenção de reeleição de Obama para um segundo mandato.
A busca por Bin Laden era parte do processo de Guerra ao Terrorismo, o terrorista estava entre os dez terroristas mais procurados pelo FBI. Depois da operação militar, responsável pela execução de Bin Laden em Abbottabad, o presidente Obama informou que o corpo do terrorista ficou sob custódia dos EUA e foi encaminhado para sepultamento islâmico no mar.
Em reportagem publicada na imprensa francesa, em 23 de setembro de 2006, foi revelado que o terrorista estava escondido em regiões montanhosas entre o Afeganistão e o Paquistão. No mesmo ano, informações haviam confirmado a morte de Bin Laden por tifo, afirmação desmentida após vídeos que o mostravam vivo.
A operação militar em Abbottabad levou 40 minutos, o exército chegou até o terrorista identificando o mensageiro de Bin Laden há quatro anos. Além de Bin Laden, durante tiroteio em sua casa, morreram uma de suas esposas, filho e mensageiro. A morte de Bin Laden foi confirmada após comparação de amostra de seu sangue com o de sua irmã.
A casa do terrorista foi invadida por 20 militares da Marinha dos EUA, que ocuparam o local por helicópteros, nenhum militar ficou ferido. Bin Laden morreu com um tiro na cabeça. A sua morte foi comemorada pelo povo norte-americano, principalmente pelas vítimas das Torres Gêmeas, porém a morte do terrorista aumentou a vigilância dos principais países do mundo perante possíveis represálias terroristas por parte do Al-Qeda.
Referências:
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/910070-exame-de-dna-confirma-morte-de-bin-laden-diz-agencia.shtml
A expressão Primavera árabe faz referência a uma série de protestos que ainda ocorrem no chamado “mundo árabe”,compreendendo basicamente os países que compartilham a língua árabe e a religião islâmica, apesar de etnicamente diversos.
As causas já estavam de certo modo presentes, e o descontentamento em vários países era já latente, pela comum falta de emprego e oportunidades para as gerações mais jovens, além da repressão política e a concentração de poder e riqueza na mão de poucos. Assim, já ocorria mobilização por parte de vários grupos, mostrando que este não era um fenômeno novo na região, e, contrário à visão que predominava na mídia ocidental, os envolvidos nos protestos não tinham qualquer influência fundamentalista religiosa, nem haviam absorvido as ideias anti-ocidente promovidas por grupos terroristas como a Al Qaeda.
Entende-se, porém, que o episódio catalisador de toda a recente onda de protestos seja a autoimolação do vendedor de rua tunisiano Mohamed Bouazizi, que ateou fogo ao próprio corpo em 17 de dezembro de 2010 em protesto contra humilhações causadas pelas autoridades locais que confiscaram os bens que usava para trabalhar. Seu funeral reuniu mais de 5000 pessoas e logo causaram a queda do ditador tunisiano Ben Ali.
Logo após iniciam-se protestos em países vizinhos, em especial o Egito, onde, multidões se reúnem na praça Tahrir (palavra árabe que significa “liberdade”), no Cairo, e em várias outras praças nas restantes cidades egípcias, acampando em protesto contra outro dirigente há décadas no poder: Hosni Mubarak. Assim como seu colega tunisiano, o egípcio mantinha o poder atrás de um regime forte, apoiado diretamente pelos militares locais, que se concentravam em reprimir a população. Após meses de protestos e completa paralisação do país, Mubarak renuncia em favor de um governo de transição, apoiado pelos mesmos militares. Os protestos continuam ainda hoje, para que os militares deixem de interferir no governo, e ao que parece, isto está próximo de acontecer.
Em fevereiro, o movimento toma corpo na Líbia, onde Muammar Khadafi exercia o poder com mão de ferro desde 1969. Determinado a não abrir mão do poder ou ao menos fazer concessões em seu corrupto e opressivo regime, Khadafi reprime com violências as manifestações, matando milhares de civis, dando origem a uma guerra civil. Isto causa a reprovação internacional ao seu regime, drenando toda a sua credibilidade, o que causa a intervenção da OTAN. Com o apoio desta, os rebeldes líbios passam a conquistar o território e irão capturar e/ou matar a maioria dos chefes do regime deposto, inclusive Khadafi e três de seus filhos.
No Iêmen, o presidente Ali Abdullah Saleh, no poder há quase 30 anos, após meses de fortes protestos, incluindo um atentado que o levou a deixar o país para tratamento temporariamente, cedeu, a 23 de novembro, concordando em entregar o cargo a seu vice, Abdu-Rabbo Mansur al-Hadi em 30 dias.
Na Síria, assim como na Líbia, os protestos estão sendo reprimidos violentamente, pelo presidente do país, Bashar Al-Assad. Isso causou o desligamento da Síria da Liga Árabe, pois os países daquela organização reprovam a violência utilizada pelo governo, além das manifestações veementes de ONU, União Europeia e Estados Unidos para que o presidente sírio deixe o cargo. Até o momento, Assad, este mesmo filho e sucessor de outro ditador sírio, Hafez, ainda se sustenta no poder, porém, sua situação vai ficando delicada, ante a continuação dos protestos.
Além destes países, Bahrein, Iraque, Argélia, Marrocos, Jordânia, Kuwait e Líbano enfrentam protestos de dimensões importantes, sendo que muitos destes governos já efetuaram mudanças em suas agendas pressionadas pelos protestos populares.
Bibliografia:
KHALIDI, Rashid. The Arab Spring (em inglês). Disponível em <http://www.thenation.com/article/158991/arab-spring >. Acesso em: 24 nov. 2011.
Rebeldes da Líbia
Por Fernando Rebouças
As investidas militares ajudaram os avanços territoriais dos grupos rebeldes, num processo de enfraquecimento militar e política contra o ditador. Após conquistar diversas cidades líbias, vilarejos ocupados pelos rebeldes formaram um governo interino, com o auxílio do Conselho Nacional Interino de Transição, com o objetivo de manter o acesso de serviços básicos à população.
Inicialmente, o conselho não foi apresentado como um governo, mas uma direção política para o país. O conselho mantido pelos rebeldes revelou ser formado por 31 membros, dentre eles alguns aceitaram sair do anonimato, sendo o conselho formado por homens, mulheres e jovens.
O presidente do grupo revelado pelos rebeldes, Mustafa Mohammed Abdul Jalil, foi escolhido pela sua coragem de combater o regime. Advogado nascido na cidade de Bayda, foi um dos primeiros a se levantar contra o ditador. Antes de se tornar juiz, trabalhou como advogado, foi presidente da Corte de Apelações, ministro da Justiça em 2007, e presidente do tribunal de Bayda.
Como juiz, era conhecido como um magistrado que emitia decisões contra o governo constantemente. Era elogiado pelos grupos de defesa dos direitos humanos e pelo ocidente por se dedicar para reformar o Código Penal líbio. Os EUA o considerava um homem de coragem.
Em janeiro de 2010, desafiou o ditador Khadafi publicamente em discurso no Congresso Geral do Povo, na pretensão de pedir demissão perante as dificuldades que o poder judicial enfrentava. Em seu protesto, citou a prisão de 300 opositores do governo a despeitos de veredictos que os absolviam, e não comunicação da libertação de presos às suas famílias.
Desde 31 de março de 2011, Mustafa Abdel Jalil comandava 7.500 operações contra tropas de Khadafi, em agosto começou a sentir dificuldades para manter as investidas por falta de novos alvos e recursos militares. O sucesso dos rebeldes líbios justificou todo o apoio da OTAN e da ONU às ações contra o ditador.
Fontes:
Crise do Euro (2011)
Por Fernando Rebouças
Desde 2008, quando eclodiu a crise financeira nos EUA, a Europa começou a se sentir afetada financeiramente, quando seus bancos apresentaram perdas de investimentos, liquidez e atravessaram processo de falência e venda de seus títulos. Em termos econômicos, fazer parte da “Zona do Euro” é utilizar a moeda única da União Europeia e seguir as medidas econômicas coletivas do bloco.
Para piorar os rumores de crise, países despreparados como a Grécia iniciaram um processo de febre econômica por não terem suas contas em dia antes da eclosão da crise econômica mundial. No decorrer dos últimos anos, o governo grego havia assumido dívidas por meio de gastos excessivos que estavam fora dos acordos firmados com o bloco europeu.
Perante a crise global, o déficit do país elevou-se muito rápido e os investidores passaram a exigir altas taxas para emprestar dinheiro para a Grécia. Além da Grécia, situação similar ocorreria na Irlanda (antes uma ilha de estabilidade), Portugal, Espanha, Itália e parte da estabilidade da França.
Esses países, principalmente entre os anos de 2010 e 2012, passaram a ter de pagar juros mais altos para vender seus títulos governamentais, com seus sistemas financeiros amarrados ao endividamento massivo. Apesar de obter novos recursos através da venda de títulos, permaneceu difícil a atração de novos compradores para novas ofertas de títulos, em virtude da desconfiança dos investidores pela Zona do Euro.
No caso da Grécia, a crise da dívida desse país havia iniciado no fim do ano de 2009, tornando-se mais divulgada em 2010, ocorrendo em virtude da crise mundial (o que gerou retração de investidores em todo o mundo) e de alto endividamento da economia grega. A dívida da Grécia, na ocasião, havia registrado 120% do PIB do país.
A crise agravou-se pela ausência de transparência na divulgação dos números oficiais da dívida. Para não influenciar os demais mercados da Zona do Euro, a União Europeia iniciou um pacote de ajuda para a Grécia, inserindo no país a previsão de empréstimos e supervisão do Banco Central Europeu sobre a economia grega.
Sobre Portugal e Espanha, a Conselho Econômico Europeu aconselhou maior austeridade nas contas internas desses países para que os mesmo não agravassem seus níveis de recessão econômica. Segundo os analistas econômicos, em 2011, caso a crise agravasse, haveria um rebaixamento das dívidas de todos os países da Europa, a crise da Grécia atingiu todos os países da Zona do Euro pelo impacto causado sobre a moeda única, gerando novos debates sobre a coordenação econômica e integração fiscal da União Europeia.
Fontes:
Comércio Mundial
A Rodada Doha pode ser a grande esperança na expansão do comércio mundial. Trata das exaustivas negociações entre as maiores potências comerciais do mundo - o G-8 -, com o objetivo de diminuir as barreiras comerciais e os subsídios agrícolas. As negociações receberam o nome de “Doha”, capital do Qatar (GolfoPérsico), pois foi nessa cidade que os países começaram a discutir a abertura do comércio mundial. O Grupo dos Vinte (G-20), do qual fazem parte Brasil, Índia, África do Sul, China, entre outros, querem que a UE (União Européia) e os EUA diminuam seus subsídios e eliminem as barreiras aos produtos agrícolas estrangeiros. Os países desenvolvidos querem em troca, a abertura aos produtos manufaturados europeus e americanos. Todas essas questões foram grandemente discutidas nas rodadas em Cancun, Genebra, Paris e Hong Kong, porém até hoje não há um consenso mundial a respeito da abertura comercial.
G-8
(Grupo dos Oito) é formado pelos 7 países com maior participação no comércio mundial (EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Itália, França e Japão). A Rússia, embora faça parte do grupo, tem participação bem inferior aos demais membros. Faz parte do grupo apenas por razão de sua importância geopolítica.
Explicitamente, a função do G-8 é a de decidir qual ou quais caminhos o mundo deve seguir, pois esses países possuem economias consolidadas e suas forças políticas exercem grande influência nas instituições e organizações mundiais, como ONU, FMI, OMC. A discussão gira em torno do processo de globalização, abertura de mercados, problemas ambientais, ajudas financeiras para economias em crise, entre outros.
Dilma desembarca na Índia para reunião dos Brics
A agenda oficial de Dilma não prevê eventos para hoje. Os compromissos começam na quarta-feira às 14h30, hora local, com a entrega do título de doutora honoris causa da Universidade de Nova Déli. À noite, ela vai a jantar oferecido a todos os presidentes dos Brics. O encontro dos países emergentes começa oficialmente na quinta-feira.
Sobre a reunião dos Brics, serão discutidas as questões relativas aos temas econômicos e financeiros, além de políticas de segurança e paz, assim como o esforço conjunto para o desenvolvimento sustentável, como proposta para redução da pobreza.
Por que judeus e palestinos vivem em conflito?
Eliza Kobayashi (novaescola@atleitor.com.br)
Quase que diariamente os jornais do mundo inteiro noticiam os infindáveis ataques mútuos entre israelenses e palestinos e as diversas iniciativas internacionais de tentar promover, sem sucesso, a paz entre os dois povos. Os conflitos entre árabes e judeus, apesar de atuais, têm origem milenar e carregam uma longa história de desavenças religiosas e de disputa de terras. "Desde os tempos bíblicos, judeus e árabes, que são dois entre vários povos semitas, ocuparam partes do território do Oriente Médio. Como adotavam sistemas religiosos diversos, eram comuns as divergências, que se agravaram ainda mais com a criação do islamismo no século VII", conta Alexandre Hecker, professor de História Contemporânea da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
O conflito mais recente entre os dois povos se intensificou a partir da Primeira Guerra Mundial, quando se deu o fim do Império Otomano, e a Palestina, que fazia parte dele, passou a ser administrada pela Inglaterra. "A região possuía 27 mil quilômetros quadrados e abrigava uma população árabe de um milhão de pessoas, enquanto os habitantes judeus não ultrapassavam 100 mil", afirma o professor. A Inglaterra apoiava o movimento sionista, criado no final do século 19 com o objetivo de fundar um Estado judaico na região da Palestina, considerada o berço do povo judeu. Segundo Alexandre, o papel dos ingleses naquele momento era o de criar esse "lar nacional" para os judeus, que vinham sofrendo perseguições e violências em todo o mundo, mas sem violar os direitos dos palestinos árabes que já viviam ali. "Assim, na década de 20, ocorreu uma grande migração de judeus para a Palestina".
Depois de 1933, com a ascensão do nazismo na Alemanha e o aumento das perseguições contra os judeus na Europa, a migração judaica para a região cresceu vertiginosamente. Os palestinos, por sua vez, resistiram a essa ocupação e os conflitos se agravaram. Após a Segunda Guerra Mundial e o fim do Holocausto, que levou ao extermínio de 6 milhões de judeus, a crescente demanda internacional pela criação de um estado israelense fez com que a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovasse, em 1947, um plano de partilha da Palestina em dois Estados: um judeu, ocupando 57% da área, e outro palestino (árabe), com o restante das terras. "Essa partilha, desigual em relação à ocupação histórica, desagradou os países árabes em geral", afirma Alexandre Hecker.
Em 1948, os ingleses finalmente desocuparam a região e os judeus fundaram, em 14 de maio, o Estado de Israel. Um dia depois, os árabes, insatisfeitos com a partilha, declaram guerra à nova nação, mas acabaram derrotados. "O conflito permitiu a Israel aumentar seu território para 75% das antigas terras palestinas: o restante foi anexado pela Transjordânia (a parte chamada Cisjordânia) e pelo Egito (a faixa de Gaza)", explica o professor. Em consequência disso, muitos palestinos refugiaram-se em Estados árabes vizinhos, enquanto boa parte permaneceu sob a autoridade israelense. "Outras guerras se sucederam por causa de fronteiras, com vantagens para Israel e sempre sem uma solução para o problema dos refugiados". Apesar de algumas tentativas de acordos e planos de paz, a situação atual ainda é de muito impasse, principalmente pelo fato de os palestinos, liderados pelo movimento radical islâmico Hamas, não reconhecerem o direito de existência de Israel. Na opinião de Alexandre, "a guerra entre palestinos e judeus só terá um fim quando for criado um Estado palestino que ocupe, de forma equitativa com Israel, a totalidade do território tal qual ele se apresentava em 1917".
Depois de 1933, com a ascensão do nazismo na Alemanha e o aumento das perseguições contra os judeus na Europa, a migração judaica para a região cresceu vertiginosamente. Os palestinos, por sua vez, resistiram a essa ocupação e os conflitos se agravaram. Após a Segunda Guerra Mundial e o fim do Holocausto, que levou ao extermínio de 6 milhões de judeus, a crescente demanda internacional pela criação de um estado israelense fez com que a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovasse, em 1947, um plano de partilha da Palestina em dois Estados: um judeu, ocupando 57% da área, e outro palestino (árabe), com o restante das terras. "Essa partilha, desigual em relação à ocupação histórica, desagradou os países árabes em geral", afirma Alexandre Hecker.
Em 1948, os ingleses finalmente desocuparam a região e os judeus fundaram, em 14 de maio, o Estado de Israel. Um dia depois, os árabes, insatisfeitos com a partilha, declaram guerra à nova nação, mas acabaram derrotados. "O conflito permitiu a Israel aumentar seu território para 75% das antigas terras palestinas: o restante foi anexado pela Transjordânia (a parte chamada Cisjordânia) e pelo Egito (a faixa de Gaza)", explica o professor. Em consequência disso, muitos palestinos refugiaram-se em Estados árabes vizinhos, enquanto boa parte permaneceu sob a autoridade israelense. "Outras guerras se sucederam por causa de fronteiras, com vantagens para Israel e sempre sem uma solução para o problema dos refugiados". Apesar de algumas tentativas de acordos e planos de paz, a situação atual ainda é de muito impasse, principalmente pelo fato de os palestinos, liderados pelo movimento radical islâmico Hamas, não reconhecerem o direito de existência de Israel. Na opinião de Alexandre, "a guerra entre palestinos e judeus só terá um fim quando for criado um Estado palestino que ocupe, de forma equitativa com Israel, a totalidade do território tal qual ele se apresentava em 1917".
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